Remando para o Futuro
No ultimo sábado dia 02 de Julho aconteceu a primeira “troca de faixa” dos alunos do projeto “olímpico” de Macaé-RJ o projeto “Remando para o Futuro”, e do sub nucleo de Santo Antonio de Padua que contou com um trabalho conjunto com a Prefeitura municipal de Macaé e de Santo Antonio de Padua, AEEMA, FESPORTUR, UTE Norte Fluminense,(Patrocinadora Oficial) FECAERJ (Federação Carioca de Canoagem) e a CBCA (Confederação Brasileira de Canoagem).
Para entender esta prova, precisamos pensar no esporte de artes marciais, pois todos sabem que seus atletas trocam de faixas conforme seu grau de conhecimento e habilidade no esporte.
Bom, nada é muito diferente na canoagem slalom, a única diferença é que a faixa na canoagem é colocada no remo na cor especifica, os canoístas colocam uma faixa colorida de 15cm no meio do cabo de remo, visível para todos. Abaixo um pequeno resumo das faixas.
Faixa Branca: Iniciantes
Faixa Amarela: O atleta precisa ter Equilíbrio na embarcação
Faixa Verde: Dominar rolamento esquimó e ser competidor
Faixa Azul: Possuir curso de Primeiros socorros e competidor Nacional
Faixa Vermelha: Ficar entre os três primeiros no ranking estadual
Faixa Preta: Ficar entre os três primeiros no ranking Nacional
Para entender melhor seguem abaixo as palavras do Coordenador do Projeto de Macaé-RJ.
Pergunta: Boa tarde prof. Gerhard você poderia nos explicar o sentido da “prova de faixa” na canoagem?
Resposta: Bom, a nível mundial já existe há mais tempo esse hábito, e por motivo do Brasil estar alcançando esse nível agora e obrigatório seguir certas regras a nível global. Mas podemos entender que a faixa como vocês já viram, trata-se do grau de conhecimento do canoísta, um tipo de graduação que envolve provas a cada ano com a chance de subir de nível, sendo que a faixa azul é necessária para poder competir a nível brasileiro, a faixa vermelha apenas para campeões estaduais e preta para campeões a nível nacional, assim o atleta passa por diversos níveis para alcançar seu objetivo no esporte que pratica. Enfim Macaé começou apenas esse ano e já registra faixas verdes devido a experiencias anteriores dos atletas na categoria descida, a proxima prova esta prevista para o ano que vem.
Pergunta: Quem aplicou a prova ?
Resposta: Eu com a ajuda da Profª. Sueli, na prova escrita usamos material do regulamento oficial do esporte, na parte pratica montamos percursos e atividades na água para ver realmente se o atleta tem domínio sobre seu equipamento, segurança e habilidade para controlar a embarcação em certas situações simuladas, no total preparamos 20 situações para avaliar os atletas na prova pratica.
Pergunta: A prova teve duração de quanto tempo?
Resposta: A parte escrita das 10:00h as 12:00h e a prova pratica na água das14:00h as 16:00h, em seguida uma mini cerimônia da nova graduação para os atletas.
Pergunta: Quantos atletas enfrentaram a prova esse ano?
Resposta: Foram 22 no total, 17 da faixa branca para amarela e 5 da faixa amarela para verde, apenas um aluno não conseguiu alcançar a pontuação mínima, e com todo orgulho registramos a presença de uma menina de 10 anos na prova para faixa amarela.
Pergunta: Qual a media de idade dos alunos?
Resposta: Entre 8 e 17 anos.
Pergunta: Essas faixas são usadas nos campeonatos também ou apenas nos treinos?
Resposta: Nos dois, mais importante ainda é nos campeonatos, pois é essencial que a equipe do resgate possa ver de longe a cor da faixa, assim identificar quais são iniciantes (faixa branca e amarela) ou verde e azul (faixas onde o atleta já domina o rolamento eskimo – assim se a embarcação virar, o atleta voltara sem muitas dificuldades para continuar o percurso, algo que iniciantes não conseguem). É um sistema muito eficiente e ajuda bastante no trabalho pratico.
Pergunta: O que os alunos acham sobre essa prova?
Resposta: Eles gostam muito principalmente porque podem comprovar seus conhecimentos e ainda sair graduado em um nível maior, é realmente uma conquista que fica marcada por muito tempo na mente das crianças.
Pergunta: Você acha realmente que os atletas de Macaé terão chances de participar nas olimpíadas no ano de 1016 no Rio de Janeiro?
Resposta: Claro, tenho certeza que chegaremos a esse nível, basta apenas continuar com o trabalho serio em conjunto com a associação que executa, a própria prefeitura, o patrocinador e a federação com a confederação, que os resultados positivos virão, e cada vez mais.
Pergunta: O que poderia melhorar o projeto ainda?
Resposta: A parte mais importante um próprio transporte para nossos treinos e campeonatos na região, algo que ainda não temos.
Pergunta: Qual a sua preocupação pensando no projeto?
Resposta: Interromper o fluxo de trabalho no projeto devido a mudanças políticas, fora isto estou percebendo que vários rios no Brasil estão diminuindo o volume da água, nada diferente aqui em Macaé, algo que poderia incomodar futuramente e encontrar atletas femininas.
Pergunta: Algum agradecimento?
Resposta: Deixo um grande obrigado para as autoridades do município, em primeiro lugar o Prefeito Riverton e a galera da Fesportur (o presidente Alex que abraçou a canoagem com sua equipe, Anderson, Rosalvo, Gugu, Eloisa, José etc) e lógico não poderia faltar o nome do nosso patrocinador a UTE Norte Fluminense o Sr. Philippe com sua assistente executiva Luciana, os quais mostram grande competência e simpatia, seja na parte pessoal como no próprio esporte, e um agradecimento pela participação na prova do nosso subnucleo de Santo Ant. de Pádua-RJ tendo Miguel Mullin como coordenador.
Encerramos nossa entrevista agradecendo o professor e coordenador do projeto.
Equipe EncontroRadical
Link diretamente para as fotos: http://www.encontroradical.com.br/?p=1000







